Prerrogativa do vício

06:53

Tento fingir que não, mas não me resta nada além de admitir que sim. Sim, eu quero ir ao seu encontro o mais rápido possível, não ligo de parecer louca nem nada. Aliás, acho até que você iria gostar. Iria gostar de me tocar. Sentir minha pele macia e meu cabelo sedoso nas mãos, meu corpo todo tremendo ao mínimo contato. E tudo isso com uma boa dose de bebidas, música e a tal da loucura, resultante dessa tensão criada entre nós.
Sendo realista, imaginar essas coisas já é insano por si só. Não porque eu pense que você não imagina também (o que passa pela sua cabeça fica bem claro no seu olhar que me despe e no seu tom de voz que me concede de bandeja à você por um segundo ou dois). Mas sim porque eu sei que a cada mínimo pensamento meu que tem a honra da sua presença, estou mais perto de me deixar levar totalmente por essa energia lasciva que emana de você.
É claro que eu tenho consciência do meu poder. Da minha capacidade de te fazer querer cada vez mais e mais. Sei que posso ser um vício. O problema é que causar isso em você é a minha própria dependência, e eu não estou com a mínima vontade de me desfazer dessa “droga”.

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